é.
Sunday, February 26, 2006
Monday, February 20, 2006
Pearl Jam - Vitalogy
Tava pra fazer esse review há tempos.
Sempre imaginei o EV como um cara confuso, gente boa, com alguns esqueletos no armário, e com questões muito pessoais que realmente o perturbam. E, se eu fosse escolher um álbum do Pearl Jam que parece refletir bem a personalidade do Eddie, seria o Vitalogy. Talvez pelo cara ter escrito todas as letras e ter feito o encarte brilhante. A verdade é que trata-se de um disco que inspira perturbação em frascos de várias formas.
A começar pelo encarte. Você foi na lojinha, (ou não foi, thanks to internet) comprou bonitinho, voltou pra casa e abriu o lacre. Durante a primeira audição do seu Vitalogy novinho, abre o encarte e começa a folheá-lo. Se você entender inglês ou tiver mais da metade do cérebro ainda intacto, vai achá-lo no mínimo brilhante. Se entender as nuances e ironias do encarte escrito pelo Vedder, vai ficar de queixo caído. Gira em torno de temas como saúde e longevidade, parece ser uma homenagem (um tanto às avessas em alguns pontos) à medicina antiga. Mas isso é só uma primeira impressão. Na verdade o encarte tem muito mais a dizer. Cito um só exemplo: antes de Better Man, um artigo entitulado "Whom to marry or not to marry".
Vamos às músicas então. A sonoriade está mais pesada e ao mesmo tempo mais doce. Last Exit é uma música com uma carga de decibéis que deixaria meu pai reclamando por horas "dessas músias que eu escuto". Mesmo assim tem uma melodia linda. Por outro lado, as baladas chegam num patamar magnífico. Há as vinhetas também. Estranhíssimas. Adoráveis. (intervalo: adorável é um adjetivo gay) Vitalogy é sim um disco de audição mais complicada que o resto. Diferente do No Code, esse traz mais interesse, você tem vontade de desvendá-lo. Mas pode ser que depois se decepcione. Ou não. Eu adoro.
Como dito acima (lá em cima, miguxo), é um disco que mostra os anseios de Vedder, sim. Traz todo seu desprezo contra seu padrasto (Nothingman, Better Man), suas duvidas com os problemas da vida (Bugs, como foi analizado neste mesmo batblog), confusão (Tremor Christ), suicídio (Immortality, Stupid Mop), e etc etc etc.
Vitalogy marcou o começo da mudança do som do PJ e até hoje é um dos discos que mais tem suas músicas incluídas nos imprevisíveis shows. Imperdível, né amigão?
Ouvindo: Real Thing - Alice in Chains
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Jambo Ookamooga
às
3:06 PM
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Friday, January 27, 2006
How much difference does it make?
Começa assim: você preza as pessoas. Você é capaz de fazer coisas que não quer porque aquela pessoa em especial que você se importa tanto pediu. E quando você pede alguma coisa, ou simplesmente faz um gesto calculado para testar a reação de tal pessoa (ou pessoas), percebe que só sentem em relação a você um sentimento. Um sentimento pior do que ódio. É frustrante quando se sentem assim em relação a você. E triste também. Um sentimento que quem sente nem percebe que está sentindo, mas é extremamente doloroso para a outra parte ser alvo de tal coisa.
INDIFERENÇA.
Postado ao som de: Pearl Jam e Sleater-Kinney - Harvest Moon
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Jambo Ookamooga
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8:57 PM
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Saturday, January 14, 2006
Pearl Jam - No Code
Antes de tudo, uma nota: Gostei de fazer reviews menores e direto na caixa de texto do Blogger. Fica espontâneo e fodão.
O que é a consagração de uma banda? Vender mais de 10 milhões de discos em seu disco de estréia? Aperfeiçoar ainda mais sua sonoridade em um segundo disco e se firmar como a maior banda de seu país? Fazer um trabalho intimista e continuar vendendo horrores mesmo após se afastar da mídia? Até 1994 o Pearl Jam já tinha feito tudo isso com seus três primeiros discos e parecia que não haviam mais coisas a alcançar. Ledo engano (caralho, eu adoro esse clichê!!).
Em 1996, a banda, ainda mais afastada da mídia que o normal, lança sua obra prima: No Code. Não é um album com solos incríveis do super incrível Mike McCready e nem tem a agressividade dos dois primeiros. Mas tem letras sublimes (embora isso seja normal no Pearl Jam), melodias marcantes e músicas de um peso de por inveja no Nirvana.
O álbum começa com Sometimes, que inicia-se bucólica e dispersiva até culminar num refrão melodioso e até bem grudento para uma balada. Hail, Hail tem cara de single e parece ter saído de alguma dobra no tempo entre 1994 e 1995, época do visceral e não menos experimental Vitalogy. Who You Are apresenta uma experimentação maior do Pearl Jam com batidas tribais e nos remete à WMA, de dois álbuns atrás. Particularmente é um prazer pra mim quando a banda apresenta essa sua faceta, pois tanto Who You Are e WMA são músicas extremamente intensas.
O segundo quarto do álbum se inicia com In My Tree. Essa música é interessante, pois, além de fazer crítica à mídia e falar sobre a "isolação" do Pearl Jam em relação à mesma, ela toma sua verdadeira forma ao vivo. Principalmente em shows mais recentes com o tecladista habilidosíssimo Kenneth "Boom" Gaspar. Smile também é uma música que, assim como Hail, Hail, tem cara de single. Uma das mais belas músicas da banda, tem verso e refrão igualmente fortes. Ao lado da próxima do play, Off He Goes, séria candidata a melhor música do álbum. E por falar em Off He Goes, o que dizer de uma balada lo-fi de seis minutos e melodia constantemente bela? Confesso que foi a música que me inspirou a ouvir esse álbum com mais atenção.
Habit é a primeira do álbum com cara realmente punk. É pesada e curta. É foda. Red Mosquito dá continuidade ao disco com uma levada um pouco bluesy. Tem uma cadência muito boa e inédita até então no Pearl Jam. É um tanto complicada de descrever, essa cadência. Aliás, músicas são impossíveis de se descrever. Cabacisse minha esse review. Err, enfim... Lukin é rápida e pesada. Para quem se acostumar com as inúmeras versões ao vivo, a do CD vai soar lenta. Mas a interpretação de Eddie Vedder é agressiva do mesmo jeito.
Present Tense é um pouco desforme e experimental. Não me agrada. Mankind, cantada pelo guitarrista Stone Gossard é uma música bem comum, ao contrário da anterior. Tem um solo legal e tudo mais, mas essas duas músicas são as que eu menos me identifico no álbum. I'm Open inaugura uma classe de músicas nos álbuns da banda que geralmente antecede a última faixa e parece uma vinheta para, sei lá, anunciar o fim do CD. Around The Bend parece um pouco com Sometimes, ou ao menos tem o mesmo estilo dela, e fecha o disco.
No Code é um disco que só se percebe a genialidade após ouvi-lo com o coração aberto. À primeira vista é um álbum vazio, com músicas bobas, porém, quando é ouvido com atenção, pentera em suas entranhas e torna a experiênca de ouvi-lo simplesmente bela. E é isso. Off He Goes me deixa feliz e triste ao mesmo tempo, vai entender.
Definitivamente odeio review do qual eu descrevo as músicas. Prefiro os mini-reviews como o do Jerry Cantrell.
Ouvindo:
Pearl Jam - Hail, Hail (no começo do post)
Pearl Jam - Off He Goes (no fim do post)
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Jambo Ookamooga
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12:59 PM
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Friday, January 13, 2006
Bugs in my window
And now the question's:
Do I kill them?
Become their friend?
Do I eat them?
Raw or well done?
Do I trick them?
I don't think they're that dumb
Do I join them?
Me falaram sobre esta parte desta "música/vinheta" do Pearl Jam. E eu resolvi interpretar =x Chato né? Pois é. O que seriam os insetos tentando invadir sua casa? Seriam problemas? Aqueles pequenos e chatos do dia a dia que atrasam nossa vida? O que fazer com eles? Matá-los, eliminá-los, sem enfrentá-los? Seria isso possivel? Eles não voltariam depois, mais numerosos e fortalecidos? Tornar-se seu amigo? Conviver com esses problemas? E se, enquanto sua vida se adapta a eles, eles crescem paralelamente, atrapalhando você posteriormente? Cru ou bem passado? Entendo eles ou simplesmente encaro-os como impasses na vida? Engano-os? Evito-os? Mas eles voltam sempre, não voltam? Me junto a eles? Ou seja, aprendo com eles, tiro deles lições para a minha vida?
Talvez Bugs, uma puta "música/vinheta" chata do PJ se refira a como lidamos com os problemas. Porque problemas são numerosos como insetos.
Talvez a música nem seja chata, talvez ela só seja complicada. Assim como os problemas. ;D
Postado ao som de How Many More Times - Led Zeppelin
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Jambo Ookamooga
às
3:29 AM
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