"Nick Drake me faz sentir triste. Me devasta. Mas me emociona também. De forma tão forte que a tristeza se torna um detalhe.
Eu imagino um gigante de 1,92m com um violão, trancado num quarto, entretendo a própria solidão. Sua doce voz sibila e tudo em volta se torna um detalhe.
Isso é Nick Drake.
E pensar que antes eu achava que Damien Rice era o ápice da emoção. Hahaha!"
Escrevi isso ontem, antes de dormir. Não sei o que tem a música dele, mas ela me suga, e há 3 dias, eu não penso em escutar mais nada (se bem que andei escutando System of a Down e Deep Purple ontem).
Enfim, os três discos são perfeitos, sem ter uma única falha.
Ouvindo: Introduction - Nick Drake
Wednesday, September 13, 2006
Nicholas Rodney Drake
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10:30 AM
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Friday, August 04, 2006
Dust - Dust
Desde que eu comecei a usar a Internet como um meio de conseguir música, sempre me foi recomendado ir atrás das coisas que aconteciam por trás dos holofotes dos anos 70. Sim, porque por trás do Led Zeppelin, do Pink Floyd, do Kiss, do Deep Purple e do Black Sabbath, haviam bandas extraordinárias como esse próprio Dust, que faziam um som tão competente quanto o das supracitadas, mas que nunca chegariam a tocar para 70000 pessoas num estádio lotado.
Isso não impediu que o som dessas bandas criasse uma horda imensa de fãs fervorosos, que colecionam cada compacto, cada versão diferenciada de cada disco. E sim, Dust, Budgie, Grand Funk Railroad e Thin Lizzy (se bem que essas duas últimas são bem mais conhecidas) são grandes bandas, capazes de possuir uma legião louvável de admiradores.
Mas enfim... Um dia, por algum motivo, eu decidi que era hora de baixar o tão falado Dust, a primeira banda do Marc Bell (a.k.a. Marky Ramone). Discografia curta, apenas 17 músicas para ser digeridas, eu não poderia ter nada a perder. Então baixei o primeiro disco.
E não é que ele se revelou um discaço? Desde o riff típicamente hard rock de Stone Woman até a "apressada" Loose Goose, o play não tem onde tirar nem pôr no que se propõe a fazer. Num disco curto, de sete músicas, a regularidade dos instrumentos e do vocal tornam a identificação com o som ainda mais fácil. A bateria não lembra em nada a dos Ramones, é mais firme e menos empolgada. A noção ritmica é maior, as batidas são mais sóbrias. E Richie Wise é um vocalista e guitarrista notório, canta de forma única e faz grandes riffs e solos.
From a Dry Camel é um dos grandes épicos dos anos 70 (mas que infelizmente passará despercebido para a maioria das pessoas) e Chasin' Ladies e Love Me Hard são dois hits em potencial. É um álbum fora do normal, extraordinário na concepção literal da palavra, em sete músicas faz coisas que alguns discos de treze nunca farão.
Um must listen.
Ouvindo: Loose Goose - Dust
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Jambo Ookamooga
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10:39 PM
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Tuesday, July 25, 2006
Toca no coração
Que o No Code é o melhor disco da história pra mim, eu não tenho dúvida. Mas o Ten, caras... Toca no coração. É aquele disco tipo... Que toda vez que eu ouço, eu tenho vontade de sair por aí pulando, dançando, cantando... principalmente cantando. Todas as músicas, do começo ao fim, imitando a voz do Vedder, cabeça pra cima, olho fechado.
É uma sensação indescritível que me toma, de Once a Release.
Não é o melhor disco da história, mas é o que eu mais amo.
Ouvindo: Release - Pearl Jam (claro que eu ouvi o disco todo antes de postar)
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5:42 PM
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Friday, July 21, 2006
Festival?
Olha só... tava fuçando o last.fm e achei isso, em um "Journal":
Take six bands which should play on your festival:
- The first one plays 5 songs.
- The second one plays 5 songs.
- The third one plays 7 songs.
- The fourth one plays 7 songs.
- The fifth one plays 10 songs.
- The sixth one plays 14 songs.
Pô... Legalzão... Vou tentar, só com bandas na ativa. E sem contar dinossauros que já foram excepcionais no passado.
1ª Banda: Arcade Fire
1. Wake Up
2. Old Flame
3. Neighbourhood #3 (Power Out)
4. No Cars Go
5. Haiti
2ª Banda: Kings of Leon
1. Red Morning Light
2. Soft
3. Spiral Staircase
4. King of the Rodeo
5. Trani
3ª Banda: Matanza
1. Pé na Porta, Soco Na Cara
2. Eu Não Bebo mMais
3. Todo Ódio da Vingança de Jack Buffalo Head
4. Imbecil
5. As Melhores Putas do Alabama
6. Bom é Quando Faz Mal
7. I Got Stripes (cover do Johnny Cash)
4ª Banda: Queens of The Stone Age (Com o Nick eles mereciam mais que 7 músicas, mas a formação atual não)
1. Feel Good Hit of The Summer
2. The Sky is Falling
3. If Only
4. No one Knows
5. Someone's in the Wolf
6. Better Living Throught Chemistry
7. You can't Quit Me Baby
5ª Banda: Metallica
1. ...And Justice For All
2. Sad But True
3. Disposable Heroes
4. Creeping Death
5. Fade to Black
6. Master of Puppets
7. Frantic
8. Nothing Else Matters
9. Seek and Destroy
10. One
6ª Banda: Pearl Jam
1. Oceans
2. RearViewMirror
3. World Wide Suicide
4. Love Boat Captain
5. Whipping
6. Faithful
7. Jeremy
8. Big Wave
9. Sleight of Hand
10. Off He Goes
11. Alive
12. Indifference
13. Smile
14. Black
Olhem só... Não ficou tão bom, mas tá legal. Poucas músicas, fica difícil...
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Wednesday, July 05, 2006
8 Álbuns Essenciais
Meu post retirado de um tópico num fórum que eu costumava frequentar. Os 8 álbuns essenciais para mim, até o momento do post.
Levando em conta mais a importância pra mim, nem sempre a preferência.
Pearl Jam - No Code
Simplesmente o álbum que tirou todo e qualquer estigma "grunge" do Pearl Jam, tem músicas que variam de punk de 1 minuto até a uma de cadência meio bossa-nova. Meu disco preferido ever.
Queens of the Stone Age - Songs for the Deaf
O primeiro CD que eu comprei. Rock rápido, básico algumas vezes, meio épico (?) em outras (como em the Sky is Falling). Entre as músicas, há vinhetas de rádio, como se o cara fosse trocando de estação e em todas tivesse tocando Queens.
Nirvana - Nevermind
Foi o que me fez ter interesse por rock, som de Seattle, e etc. Nirvana me inspirou a tocar guitarra (mesmo o Kurt sendo um péssimo guitarrista).
Led Zeppelin - IV
Stairway to Heaven, precisa falar mais?
Red Hot Chili Peppers - Californication
Outra daquelas bandas que faz o moleque gostar de róquenrôu. O show deles foi o primeiro que eu fui, com 12 anos.
Thin Lizzy - Jailbreak
Thin Lizzy é aquela banda meio famosa, meio desconhecida que é tão boa que faz perceber que os anais (ui!) do hard rock setentista têm MUITA coisa boa.
Pink Floyd - Dark Side of the Moon
Tudo que o rock progressivo tem que ter.
Metallica - Master of Puppets
Comecei a ouvir há pouquíssmo tempo. Me fez perder o preconceito com o metal.
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2:22 PM
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Monday, June 26, 2006
Pearl Jam e Lullabies to Paralyze
Se tem uma coisa boa em relação a música, é conhecer uma banda alguns meses antes dela lançar seu disco novo. Você acaba conhecendo toda a discografia (isso é, se o som te agradar) e quando não há mais nada pra conhecer, a banda lança material novo, saem notícias, clipes e isso reacende o interesse. Comigo aconteceu isso com duas bandas que hoje em dia são as minhas preferidas, Queens of the Stone Age e Pearl Jam.
Lullabies to Paralyze e o auto-entitulado oitavo disco de estúdio do PJ têm muito em comum. Demoraram mais tempo para serem produzidos do que seus antecessores, foram (ou ainda estão sendo) muito mais expostos na mídia do que os outros álbuns das duas bandas costumavam ser e, também, apresentam muita polêmica entre os fãs.
É estranho, porque são dois álbuns legais, eu sempre defendo-os quando os fãs mais radicais tentam execrá-los e cada um tem pelo menos uma música essencial na antologia das duas bandas, mas, por outro lado, eu nunca me pego com vontade de ouvi-los. Bom, às vezes isso acontece, mas não é como com o No Code ou o self titled do Queens.
Não consigo imaginar o que causa isso. Ás vezes os discos me parecem muito embalados, sabe? Os dois apresentam músicas com sonoridades novas, mas os anteriores ultrapassavam a barreira da sonoridade pra apresentar coisas novas. Eram outras facetas, representavam sentimentos novos.
Talvez seja esse o problema. Bandas boas nos acostumam mal.
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5:26 PM
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Saturday, June 03, 2006
Adolescentes são estúpidos
Porque um rapaz pinta o cabelo de roxo, passa gel, poe uns bottons na camiseta e vira emo? O que se passa na cabeça de uma garota quando ela faz cara de nojo, começa a ler a coluna do Lúcio Ribeiro como se fosse a verdade absoluta e vira indie?
Sinceramente, eu vejo essa coisa toda de tribos urbanas e o caralho um puta jeito dos adolescentes se incluirem. Sim, isso é obvio. Mas porque se incluir desse jeito? Talvez se identificar com um grupo por causa da sua maquiagem e gosto musical e não pelas suas idéias. E eu não entendo a dificuldade das pessoas em expor suas idéias. Porra, já viram o tamanho desse mundão? Por mais imbecis que sejam as suas idéias, sempre vai ter alguém que vai gostar de você por elas. O mesmo vale pro seu gosto musical, seu estilo de vestuário e tudo mais.
Sabe... quando eu vejo grupinhos de alguma tribo determinada, eu tenho vontade de vomitar. Não parece em nada com amizade e sim com uma necessidade absurda de se enturmar com gente imbecil.
Uahhn... foi um bom texto de aquecimento, vamos pro review. :)
Ouvindo: Esa Tal de Tequila - Velhas Virgens
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7:23 PM
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Friday, April 28, 2006
Errata atrasada
Present Tense é perfeita, Mankind é animal. O No Code não tem música ruim. Nem mediana. Nem boa. Só a perfeição. A perfeição, a perfeição...
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Wednesday, April 05, 2006
Top 10 - Doenças
Uh ya yeah, primeiro top 10, depois daquele post degradante sobre as 2 bibas! ahhahahaha engraçadao, não acharam? E pra inaugurar, um tema bem bizarro: As 10 doenças que mais me amedrontam. Eu nem sei como eu fui pensar nesse tema, mas isso aqui deixou de ser um blog musical há um bom tempo.
10 - Doença de Crohn
Provavelmente eu só sei da existência dessa terrível doença por que sou fã do PJ. Sim, afinal o portador mais famoso da Doença de Crohn é o ultra super magnifico e fodão guitarrista Mike McCready (é aniversario do cara hoje, inclusive). A doença nem é letal, porque pode ser tratada, mas também não tem cura. E os sintomas não são muito legais. A doença ataca o cólon, por isso direto o cara tem caganeiras incontroláveis e imprevisíveis. E justamente por não ter cura, durante a vida toda você pode ter os sintomas. Nada legal, né?
9 - Crise de Abstinência
Tá, não é uma doença, mas é um distúrbio fodido. Ocorre pela falta de elementos químicos da qual a pessoa é dependente (drogas). O sujeito baba, vomita, tem alucinações nada agradáveis e, além de tudo, fica agressivo e intratável. Por isso eu digo: não use drogas pesadas.
8 - Depressão
Depressão, ué. Todo mundo já ouviu falar. Sua vida está tão ruim que você se vê sem saída alguma. Nada parece dar certo e qualquer coisa é motivo de choro. Você emagrece, fica com tendências de alcoolismo e absolutamente nada te anima. E não é frescura. É uma doença que deve ser tratada e que pode levar à loucura, ou suicídio.
7 - Elefantíase
Taí uma coisa que eu não desejo pra ninguém. Wuchereria bancroft, que é o causador da elefantíase, entra no corpo através da picada de um mosquito e depois se aloja nos vasos linfáticos da pessoa, geralmente encontrados nas virilhas e axilas e causa inchaço nos braços, pernas, saco escrotal e mamas (aula de biologia ajuda). Mas não é qualquer inchaço. Se as sequelas chegarem até o final, como na foto a seguir, já era tua perna, amigão.
6 - Ebola (ou Ébola)
É totalmente irreversível. E rápido também. Ultra contagioso, começa com uma febre forte, dores no corpo, para rapidamente se tornar uma diarréia incontida e vômitos sangrentos. Após algum tempo, suas fezes são pretas, devido à alta quantidade de sangue e você começa a ter hemorragias através dos olhos, nariz, boca e ânus. Ou seja, você agoniza bastante antes de morrer. (Y) A parte boa é que isso só existe na áfrica.
5 - Mal de Chagas
Simples. Você tá dormindo, a fêmea do Barbeiro te pica, você coça, empurra as fezes pra dentro da ferida e o Trypanossoma cruzi faz a festa. Ele entra na sua corrente sanguínea e chega no seu coração. E puf! - ele incha. E coração inchado já sabe como é... não funciona direito e as chances de um acidente cardio-ascular (enfarte) aumentam drasticamente.
4 - Mal de Alzheimer
É uma doença que ataca mais a família do que o doente. Você perde toda a memória recente e esquece das pessoas ao seu redor. E praticamente vira uma criança, mesmo já sendo idoso. A família sofre com o ar alheio e o enfraquecimento gradativo do doente e isso corta o coração. Afinal, você ama sua família e não quer que eles sofram isso por sua causa, né?
3 - Câncer
Hoje em dia 80% ou mais dos cânceres são curáveis e tudo mais. Mas isso não exclui o alto nível de mortalidade. Simplesmente porque nem sempre o diagnóstico é imediato e nem sempre o tipo de câncer é tratável. E mesmo que seja, isso não exclui as fortes dores, o terrível tratamento quimioterápico que causa quedas de cabelo, de peso, enjôos e outras coisas e possíveis chances de reincidência do tumor.
2 - Lesões na coluna
Sai um pouco da temática de doenças, mas a idéia de passar o resto da sua vida em uma cadeira de rodas, desenvolver escaras que podem levar à gangrena - e amputação - de seus membros e respirar por aparelhos nos casos mais graves não poderia ficar de fora desse top 10 tão tétrico.
1 - AIDS
Alguém tinha dúvida de que essa seria a primeira colocação? Um dia, por uma irresponsabilidade, uma desatenção, você é condenado à morte. Sim, porque a AIDS sempre termina em morte. Suas defesas simplesmente são reduzidas a nada e, por mais que vc tome o coquetel de remédios e etc, você vai morrer se contrair o vírus HIV. É uma doença extremamente letal e, acima de tudo, desalentadora, porque não há luz no fim do túnel e o doente sabe disso.
E esse post é pra Nah, que riu quando eu disse que tinha um top 10 de doenças e que adora me dar os OWNEDS mais lindos pq eu sou feio, banguela e pinguço (e fedorento, graças a isso).
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Jambo Ookamooga
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3:57 PM
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Conto 1
Os dois nasceram no mesmo dia, na mesma cidade, no mesmo hospital. Frequentaram o mesmo jardim de infância e tinham nomes parecidos. Como não poderia deixar de ser, se tornaram melhores amigos. Jogavam futebol na mesma posição - e eram uma dupla artilheira brilhante. Na pré adolescência gostaram da mesma garota que, categoricamente, ignorou os dois da mesma maneira. Não prestaram vestibular para o mesmo curso, mas fizeram a prova na mesma sala e moraram na mesma república. Viajaram para os mesmos lugares e dirigiam os mesmos carros. Fatídicamente, alugaram um apartamento juntos e, como se fosse piada, morreram ambos no mesmo incêndio.
Ao saber de toda a história, um repórter perguntou a um pesaroso amigo próximo:
- E eles não tinham nenhuma assemelhança?
- Claro que tinham - respondeu o amigo - um era o ativo e o outro era o passivo.
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Jambo Ookamooga
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3:41 PM
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Sunday, April 02, 2006
Manipulável
Hoje eu descobri como eu sou manipulável como qualquer individuo da massa... Sabe, eu não deveria pensar dessa forma arrogante, mas eu pensava. Eu estou tão sujeito à transmissao da Globo ou qualquer emissora quanto um pedreiro ou um executivo. Eu acho que se eu quisesse ser um "não-manipulável" eu ia ter que abrir mão de muitas coisas que eu considero imprescindíveis na minha cabeça fútil e adolescente. Então vamos brindar à manipulação!
Ouvindo: Better Man - Pearl Jam (Live at State College, PA 03/05/2003) -> tô com vergonha de ouvir tanto PJ.
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Thursday, March 16, 2006
Sunday, February 26, 2006
Monday, February 20, 2006
Pearl Jam - Vitalogy
Tava pra fazer esse review há tempos.
Sempre imaginei o EV como um cara confuso, gente boa, com alguns esqueletos no armário, e com questões muito pessoais que realmente o perturbam. E, se eu fosse escolher um álbum do Pearl Jam que parece refletir bem a personalidade do Eddie, seria o Vitalogy. Talvez pelo cara ter escrito todas as letras e ter feito o encarte brilhante. A verdade é que trata-se de um disco que inspira perturbação em frascos de várias formas.
A começar pelo encarte. Você foi na lojinha, (ou não foi, thanks to internet) comprou bonitinho, voltou pra casa e abriu o lacre. Durante a primeira audição do seu Vitalogy novinho, abre o encarte e começa a folheá-lo. Se você entender inglês ou tiver mais da metade do cérebro ainda intacto, vai achá-lo no mínimo brilhante. Se entender as nuances e ironias do encarte escrito pelo Vedder, vai ficar de queixo caído. Gira em torno de temas como saúde e longevidade, parece ser uma homenagem (um tanto às avessas em alguns pontos) à medicina antiga. Mas isso é só uma primeira impressão. Na verdade o encarte tem muito mais a dizer. Cito um só exemplo: antes de Better Man, um artigo entitulado "Whom to marry or not to marry".
Vamos às músicas então. A sonoriade está mais pesada e ao mesmo tempo mais doce. Last Exit é uma música com uma carga de decibéis que deixaria meu pai reclamando por horas "dessas músias que eu escuto". Mesmo assim tem uma melodia linda. Por outro lado, as baladas chegam num patamar magnífico. Há as vinhetas também. Estranhíssimas. Adoráveis. (intervalo: adorável é um adjetivo gay) Vitalogy é sim um disco de audição mais complicada que o resto. Diferente do No Code, esse traz mais interesse, você tem vontade de desvendá-lo. Mas pode ser que depois se decepcione. Ou não. Eu adoro.
Como dito acima (lá em cima, miguxo), é um disco que mostra os anseios de Vedder, sim. Traz todo seu desprezo contra seu padrasto (Nothingman, Better Man), suas duvidas com os problemas da vida (Bugs, como foi analizado neste mesmo batblog), confusão (Tremor Christ), suicídio (Immortality, Stupid Mop), e etc etc etc.
Vitalogy marcou o começo da mudança do som do PJ e até hoje é um dos discos que mais tem suas músicas incluídas nos imprevisíveis shows. Imperdível, né amigão?
Ouvindo: Real Thing - Alice in Chains
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3:06 PM
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Friday, January 27, 2006
How much difference does it make?
Começa assim: você preza as pessoas. Você é capaz de fazer coisas que não quer porque aquela pessoa em especial que você se importa tanto pediu. E quando você pede alguma coisa, ou simplesmente faz um gesto calculado para testar a reação de tal pessoa (ou pessoas), percebe que só sentem em relação a você um sentimento. Um sentimento pior do que ódio. É frustrante quando se sentem assim em relação a você. E triste também. Um sentimento que quem sente nem percebe que está sentindo, mas é extremamente doloroso para a outra parte ser alvo de tal coisa.
INDIFERENÇA.
Postado ao som de: Pearl Jam e Sleater-Kinney - Harvest Moon
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Saturday, January 14, 2006
Pearl Jam - No Code
Antes de tudo, uma nota: Gostei de fazer reviews menores e direto na caixa de texto do Blogger. Fica espontâneo e fodão.
O que é a consagração de uma banda? Vender mais de 10 milhões de discos em seu disco de estréia? Aperfeiçoar ainda mais sua sonoridade em um segundo disco e se firmar como a maior banda de seu país? Fazer um trabalho intimista e continuar vendendo horrores mesmo após se afastar da mídia? Até 1994 o Pearl Jam já tinha feito tudo isso com seus três primeiros discos e parecia que não haviam mais coisas a alcançar. Ledo engano (caralho, eu adoro esse clichê!!).
Em 1996, a banda, ainda mais afastada da mídia que o normal, lança sua obra prima: No Code. Não é um album com solos incríveis do super incrível Mike McCready e nem tem a agressividade dos dois primeiros. Mas tem letras sublimes (embora isso seja normal no Pearl Jam), melodias marcantes e músicas de um peso de por inveja no Nirvana.
O álbum começa com Sometimes, que inicia-se bucólica e dispersiva até culminar num refrão melodioso e até bem grudento para uma balada. Hail, Hail tem cara de single e parece ter saído de alguma dobra no tempo entre 1994 e 1995, época do visceral e não menos experimental Vitalogy. Who You Are apresenta uma experimentação maior do Pearl Jam com batidas tribais e nos remete à WMA, de dois álbuns atrás. Particularmente é um prazer pra mim quando a banda apresenta essa sua faceta, pois tanto Who You Are e WMA são músicas extremamente intensas.
O segundo quarto do álbum se inicia com In My Tree. Essa música é interessante, pois, além de fazer crítica à mídia e falar sobre a "isolação" do Pearl Jam em relação à mesma, ela toma sua verdadeira forma ao vivo. Principalmente em shows mais recentes com o tecladista habilidosíssimo Kenneth "Boom" Gaspar. Smile também é uma música que, assim como Hail, Hail, tem cara de single. Uma das mais belas músicas da banda, tem verso e refrão igualmente fortes. Ao lado da próxima do play, Off He Goes, séria candidata a melhor música do álbum. E por falar em Off He Goes, o que dizer de uma balada lo-fi de seis minutos e melodia constantemente bela? Confesso que foi a música que me inspirou a ouvir esse álbum com mais atenção.
Habit é a primeira do álbum com cara realmente punk. É pesada e curta. É foda. Red Mosquito dá continuidade ao disco com uma levada um pouco bluesy. Tem uma cadência muito boa e inédita até então no Pearl Jam. É um tanto complicada de descrever, essa cadência. Aliás, músicas são impossíveis de se descrever. Cabacisse minha esse review. Err, enfim... Lukin é rápida e pesada. Para quem se acostumar com as inúmeras versões ao vivo, a do CD vai soar lenta. Mas a interpretação de Eddie Vedder é agressiva do mesmo jeito.
Present Tense é um pouco desforme e experimental. Não me agrada. Mankind, cantada pelo guitarrista Stone Gossard é uma música bem comum, ao contrário da anterior. Tem um solo legal e tudo mais, mas essas duas músicas são as que eu menos me identifico no álbum. I'm Open inaugura uma classe de músicas nos álbuns da banda que geralmente antecede a última faixa e parece uma vinheta para, sei lá, anunciar o fim do CD. Around The Bend parece um pouco com Sometimes, ou ao menos tem o mesmo estilo dela, e fecha o disco.
No Code é um disco que só se percebe a genialidade após ouvi-lo com o coração aberto. À primeira vista é um álbum vazio, com músicas bobas, porém, quando é ouvido com atenção, pentera em suas entranhas e torna a experiênca de ouvi-lo simplesmente bela. E é isso. Off He Goes me deixa feliz e triste ao mesmo tempo, vai entender.
Definitivamente odeio review do qual eu descrevo as músicas. Prefiro os mini-reviews como o do Jerry Cantrell.
Ouvindo:
Pearl Jam - Hail, Hail (no começo do post)
Pearl Jam - Off He Goes (no fim do post)
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Jambo Ookamooga
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Friday, January 13, 2006
Bugs in my window
And now the question's:
Do I kill them?
Become their friend?
Do I eat them?
Raw or well done?
Do I trick them?
I don't think they're that dumb
Do I join them?
Me falaram sobre esta parte desta "música/vinheta" do Pearl Jam. E eu resolvi interpretar =x Chato né? Pois é. O que seriam os insetos tentando invadir sua casa? Seriam problemas? Aqueles pequenos e chatos do dia a dia que atrasam nossa vida? O que fazer com eles? Matá-los, eliminá-los, sem enfrentá-los? Seria isso possivel? Eles não voltariam depois, mais numerosos e fortalecidos? Tornar-se seu amigo? Conviver com esses problemas? E se, enquanto sua vida se adapta a eles, eles crescem paralelamente, atrapalhando você posteriormente? Cru ou bem passado? Entendo eles ou simplesmente encaro-os como impasses na vida? Engano-os? Evito-os? Mas eles voltam sempre, não voltam? Me junto a eles? Ou seja, aprendo com eles, tiro deles lições para a minha vida?
Talvez Bugs, uma puta "música/vinheta" chata do PJ se refira a como lidamos com os problemas. Porque problemas são numerosos como insetos.
Talvez a música nem seja chata, talvez ela só seja complicada. Assim como os problemas. ;D
Postado ao som de How Many More Times - Led Zeppelin
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Jambo Ookamooga
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3:29 AM
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